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Terapia com iodo radioativo associada a maior risco de cancro da mama em mulheres

2026-05-20

Terapia com iodo radioativo associada a maior risco de cancro da mama em mulheres

Estudo associa o tratamento com iodo radioativo para o hipertiroidismo a um aumento do risco de cancro da mama, sobretudo em mulheres pós-menopáusicas.

Um novo estudo concluiu que o tratamento com iodo radioativo para o hipertiroidismo esteve associado a um aumento da incidência de cancro da mama, embora não tenha sido observado um aumento global da incidência de cancro nem da mortalidade relacionada com cancro.

A análise foi divulgada pela Medscape e baseou-se em dados da base de registos clínicos desidentificados da Universidade do Michigan.

Os investigadores avaliaram diagnósticos de cancro em doentes tratados para hipertiroidismo entre janeiro de 2006 e dezembro de 2019.

Foram analisados os resultados em pessoas tratadas com:

  • iodo radioativo;
  • medicamentos antitiroideus, como propiltiouracilo ou metimazol;
  • tiroidectomia.

Associação significativa com cancro da mama

O tratamento com iodo radioativo esteve significativamente associado a um maior risco de cancro da mama tanto nas análises ajustadas à idade como nas análises multivariáveis.

Segundo os investigadores:

  • na análise ajustada à idade, as mulheres tratadas com iodo radioativo apresentaram um risco cerca de 70% superior de desenvolver cancro da mama;
  • na análise multivariável, o risco foi mais de duas vezes superior.

Quando os dados foram analisados de acordo com o estado menopáusico, a associação significativa foi observada apenas em mulheres pós-menopáusicas com 50 ou mais anos.

Neste grupo:

  • na análise ajustada à idade, o risco foi cerca de 78% superior;
  • na análise multivariável, o risco foi mais de duas vezes e meia superior.

Nas mulheres pré-menopáusicas, não foi identificada uma associação significativa.

Sem aumento global da incidência ou mortalidade por cancro

Apesar da associação observada com o cancro da mama, o estudo não encontrou um aumento global da incidência de cancro nem da mortalidade relacionada com cancro nas pessoas tratadas com iodo radioativo.

Os autores referem que o tratamento continua a ser uma opção eficaz e estabelecida para o controlo do hipertiroidismo.

Necessidade de monitorização a longo prazo

Os investigadores sublinham, contudo, a importância da monitorização de segurança a longo prazo.

Segundo os autores, os resultados poderão apoiar a realização de avaliações individualizadas do risco na escolha do tratamento, particularmente em doentes com maior risco de cancro da mama.

Possível associação com mortalidade por cancro pancreático

O estudo identificou ainda uma taxa aumentada de mortalidade por cancro pancreático em doentes com pelo menos dois anos de seguimento.

Na análise ajustada à idade, o risco de mortalidade por cancro pancreático foi cerca de quatro vezes superior.

Os autores referem, no entanto, que este resultado necessita de confirmação em estudos futuros, devido à raridade do cancro pancreático e ao número limitado de casos observados.

Conclusão

Os dados analisados sugerem que o tratamento com iodo radioativo para o hipertiroidismo poderá estar associado a um aumento do risco de cancro da mama, sobretudo em mulheres pós-menopáusicas.

Contudo, o estudo não encontrou aumento global da incidência de cancro nem da mortalidade relacionada com cancro.

Os autores defendem a importância da monitorização a longo prazo e da avaliação individualizada do risco na decisão terapêutica.

Fonte: https://www.medscape.com/viewarticle/analysis-links-radioactive-iodine-therapy-breast-cancer-risk-2026a1000a1k

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