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Entre pessoas com cancro, a falta de energia e as limitações físicas surgem como os principais obstáculos à adoção de comportamentos de estilo de vida saudável, seguidos pelos custos e pela falta de motivação, de acordo com um inquérito nacional recente.
Comportamentos saudáveis, como a prática de exercício físico e uma alimentação equilibrada, podem influenciar a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. No entanto, ainda existe pouca informação sobre as barreiras que dificultam a adoção destes hábitos.
Para compreender melhor esses obstáculos, investigadores da American Society of Clinical Oncology (ASCO) realizaram um inquérito online a doentes adultos com cancro nos Estados Unidos, entre março e junho de 2020, recolhendo dados de 2419 pessoas em tratamento.
Destas, 1987 foram incluídas na análise, sendo divididas em três grupos:
Os participantes avaliaram até que ponto diferentes fatores dificultavam a adoção de hábitos saudáveis, incluindo falta de motivação, tempo, energia, logística, custos (nomeadamente ausência de cobertura para serviços relacionados com o estilo de vida), recursos, limitações físicas, efeitos do cancro e se os profissionais de saúde abordavam os benefícios destas mudanças.
Os investigadores analisaram também as barreiras percebidas em participantes que não cumpriam as recomendações de estilo de vida saudável (n = 975), definidas como consumir apenas uma a duas porções de frutas e legumes por dia ou praticar menos de duas sessões de exercício por semana.
Principais conclusões
A falta de energia foi a barreira mais frequentemente referida (58,7%), com diferenças significativas entre grupos:
As limitações físicas surgiram como a segunda barreira mais comum (52%), sendo mais frequentemente apontadas por doentes em tratamento para doença metastática.
O custo foi também identificado como um obstáculo relevante (46,8%), especialmente entre participantes que não cumpriam recomendações de exercício ou alimentação saudável.
A falta de motivação foi referida por 40,2% dos participantes, sendo particularmente elevada entre aqueles que não seguiam hábitos saudáveis.
Por outro lado, fatores logísticos foram, na maioria dos casos, considerados menos relevantes, com cerca de 60% dos participantes a indicar que não constituíam uma barreira significativa.
Os doentes com doença metastática em tratamento mostraram-se menos propensos a identificar a falta de tempo como um obstáculo, comparativamente aos doentes em estadio inicial em tratamento.
Implicações na prática clínica
Segundo os autores, estes resultados reforçam a necessidade de desenvolver intervenções personalizadas que apoiem a adoção de hábitos saudáveis ao longo de todo o percurso da doença.
É essencial considerar o impacto de fatores individuais, do tipo de cancro e do tratamento na capacidade dos doentes para manter comportamentos como a atividade física, uma alimentação equilibrada e a gestão do peso.
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