Torne-se associado - Apoie esta causa nobre

Principais barreiras à adoção de hábitos saudáveis em doentes com cancro

2026-04-21

Principais barreiras à adoção de hábitos saudáveis em doentes com cancro

Falta de energia, limitações físicas e custos são os principais obstáculos à adoção de hábitos saudáveis em pessoas com cancro.

Entre pessoas com cancro, a falta de energia e as limitações físicas surgem como os principais obstáculos à adoção de comportamentos de estilo de vida saudável, seguidos pelos custos e pela falta de motivação, de acordo com um inquérito nacional recente.

Comportamentos saudáveis, como a prática de exercício físico e uma alimentação equilibrada, podem influenciar a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. No entanto, ainda existe pouca informação sobre as barreiras que dificultam a adoção destes hábitos.

Para compreender melhor esses obstáculos, investigadores da American Society of Clinical Oncology (ASCO) realizaram um inquérito online a doentes adultos com cancro nos Estados Unidos, entre março e junho de 2020, recolhendo dados de 2419 pessoas em tratamento.

Destas, 1987 foram incluídas na análise, sendo divididas em três grupos:

  • Estadio inicial em tratamento (n = 461)
  • Estadio inicial após tratamento (n = 916)
  • Doença metastática em tratamento (n = 610)

Os participantes avaliaram até que ponto diferentes fatores dificultavam a adoção de hábitos saudáveis, incluindo falta de motivação, tempo, energia, logística, custos (nomeadamente ausência de cobertura para serviços relacionados com o estilo de vida), recursos, limitações físicas, efeitos do cancro e se os profissionais de saúde abordavam os benefícios destas mudanças.

Os investigadores analisaram também as barreiras percebidas em participantes que não cumpriam as recomendações de estilo de vida saudável (n = 975), definidas como consumir apenas uma a duas porções de frutas e legumes por dia ou praticar menos de duas sessões de exercício por semana.

Principais conclusões

A falta de energia foi a barreira mais frequentemente referida (58,7%), com diferenças significativas entre grupos:

  • 65,7% nos doentes com doença metastática em tratamento
  • 60,3% nos doentes em estadio inicial em tratamento
  • 53,3% nos doentes em estadio inicial após tratamento

As limitações físicas surgiram como a segunda barreira mais comum (52%), sendo mais frequentemente apontadas por doentes em tratamento para doença metastática.

O custo foi também identificado como um obstáculo relevante (46,8%), especialmente entre participantes que não cumpriam recomendações de exercício ou alimentação saudável.

A falta de motivação foi referida por 40,2% dos participantes, sendo particularmente elevada entre aqueles que não seguiam hábitos saudáveis.

Por outro lado, fatores logísticos foram, na maioria dos casos, considerados menos relevantes, com cerca de 60% dos participantes a indicar que não constituíam uma barreira significativa.

Os doentes com doença metastática em tratamento mostraram-se menos propensos a identificar a falta de tempo como um obstáculo, comparativamente aos doentes em estadio inicial em tratamento.

Implicações na prática clínica

Segundo os autores, estes resultados reforçam a necessidade de desenvolver intervenções personalizadas que apoiem a adoção de hábitos saudáveis ao longo de todo o percurso da doença.

É essencial considerar o impacto de fatores individuais, do tipo de cancro e do tratamento na capacidade dos doentes para manter comportamentos como a atividade física, uma alimentação equilibrada e a gestão do peso.

Fonte: https://www.medscape.com/viewarticle/top-barriers-adopting-healthy-habits-cancer-patients-2026a10005n8

VOLTAR

Newsletter

Pretendo ser informado(a) por e-mail das vossas novidades

* Campo obrigatório

Associação Amigas do Peito

Somos uma Instituição de Solidariedade Social, sem fins lucrativos e de acordo com a nossa política de expansão, estamos atualmente disponíveis para receber quaisquer utentes, de quaisquer entidades, que necessitem do nosso apoio.

A nossa sede situa-se no recinto (Campus) do Hospital de Santa Maria, em frente da torre esquerda da fachada principal, junto à prumada de Neurologia.