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A aprovação de uma nova terapêutica trouxe não apenas uma alternativa no tratamento adjuvante, mas também a necessidade de reorganizar processos internos para identificar atempadamente os doentes potencialmente elegíveis para esta opção terapêutica.
Ana Sofia Patrão, oncologista no IPO do Porto, partilhou a experiência da sua instituição durante a apresentação “Experiência com Ribociclib nos doentes sob terapêutica endócrina no último ano”, integrada no evento da Novartis “Kisqali: Da Evidência à Execução”.
Revisão das prescrições realizadas no último ano
Segundo a especialista, foi solicitada ao Serviço de Informática uma listagem de todos os doentes a quem tinha sido prescrita de novo hormonoterapia no último ano, incluindo tratamentos com tamoxifeno, anastrozol, letrozol ou exemestano.
Foram excluídos da análise os doentes que já tinham uma prescrição ativa de inibidor das ciclinas, com o objetivo de retirar da avaliação os casos metastizados.
Após esta fase inicial, cada médico analisou individualmente os seus doentes, verificando os critérios de elegibilidade para a nova terapêutica.
Quando os critérios estavam reunidos, era agendada uma consulta e realizados os pedidos da medicação, permitindo posteriormente apresentar a opção terapêutica ao doente.
De acordo com Ana Sofia Patrão, a listagem ficou disponível cerca de um mês após a aprovação do Ribociclib e a convocatória dos doentes teve início de imediato.
Desafios práticos após a aprovação
A especialista destacou que, após a aprovação da terapêutica, surgem inevitavelmente as questões práticas do dia a dia.
Nesse contexto, foi necessário refletir sobre as dificuldades encontradas e sobre possíveis estratégias para ultrapassar esses obstáculos.
Entre os principais desafios identificados estão as expectativas dos próprios doentes perante esta nova opção terapêutica.
Garantir o acesso à terapêutica
Ana Sofia Patrão considerou que esta reavaliação retrospetiva é fundamental para assegurar que os doentes elegíveis tenham acesso à terapêutica.
A especialista sublinhou ainda a importância de que esta possa ser apresentada de forma informada, respeitando sempre a decisão individual de cada doente.
Recordando os resultados observados, referiu que o benefício demonstrado foi clinicamente significativo, considerando tratar-se de uma terapêutica importante para os doentes.
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