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Comunicação médico-doente é decisiva no tratamento do cancro da mama

2026-06-26

Comunicação médico-doente é decisiva no tratamento do cancro da mama

A comunicação entre médico e doente, baseada na confiança, transparência e escuta ativa, é essencial para promover a adesão ao tratamento e melhorar os cuidados no cancro da mama.

A qualidade da comunicação entre médico e doente é um dos fatores determinantes para o sucesso do tratamento do cancro da mama. Esta foi uma das principais mensagens transmitidas por Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) e especialista em Oncologia no IPO de Coimbra, durante a sessão “Modelo de Prestação de Cuidados de Saúde: Perspetivas Futuras do Tratamento de Doentes com Cancro de Mama”.

A sessão integrou o programa do evento promovido pela Novartis, “Kisqali: Da Evidência à Execução”, onde a especialista destacou a importância da confiança e da comunicação na adesão terapêutica.

A confiança como base do tratamento

Segundo Gabriela Sousa, a aplicação terapêutica começa na confiança e constrói-se através de uma comunicação clara e empática, capaz de alinhar o conhecimento científico com as necessidades reais da doente.

“Eu diria que a conversa médico-doente é o pilar de uma relação de confiança, que começa quando uma necessidade se encontra com o saber”, afirmou.

Para a oncologista, é através desta relação que se cria o contexto necessário para que a doente compreenda e aceite as diferentes estratégias terapêuticas indicadas para a sua doença.

“Salvar vidas começa justamente na comunicação”, sublinhou, acrescentando que é esta base de confiança que permite ao doente aceitar “as diversas estratégias de tratamento que estão indicadas à sua doença”.

Transparência, humildade e escuta ativa

Durante a sua intervenção, Gabriela Sousa defendeu que a relação entre médico e doente deve assentar em três princípios fundamentais: transparência, humildade e escuta ativa.

A especialista recordou que nem sempre aquilo que o médico considera ser a necessidade da doente corresponde ao que a própria doente sente ou valoriza.

“Por vezes, aquilo que o médico considera que o doente precisa não é o que o doente efetivamente precisa e, por isso, é crucial ouvir a doente”, afirmou.

Ouvir para construir uma estratégia de comunicação eficaz

De acordo com Gabriela Sousa, apenas através da escuta ativa é possível compreender verdadeiramente as necessidades da doente e desenvolver uma estratégia de comunicação adequada.

A oncologista concluiu que esta abordagem permite construir uma relação mais sólida e eficaz, capaz de aproximar a doente do conhecimento científico e das opções terapêuticas disponíveis.

Só através dessa escuta é possível construir “uma boa estratégia comunicacional que permita trazer o doente para o lado da ciência”.

Fonte: https://myoncologia.pt/entrevistas/comunicacao-medico-doente-e-decisiva-no-tratamento-do-cancro-da-mama

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