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A qualidade da comunicação entre médico e doente é um dos fatores determinantes para o sucesso do tratamento do cancro da mama. Esta foi uma das principais mensagens transmitidas por Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) e especialista em Oncologia no IPO de Coimbra, durante a sessão “Modelo de Prestação de Cuidados de Saúde: Perspetivas Futuras do Tratamento de Doentes com Cancro de Mama”.
A sessão integrou o programa do evento promovido pela Novartis, “Kisqali: Da Evidência à Execução”, onde a especialista destacou a importância da confiança e da comunicação na adesão terapêutica.
A confiança como base do tratamento
Segundo Gabriela Sousa, a aplicação terapêutica começa na confiança e constrói-se através de uma comunicação clara e empática, capaz de alinhar o conhecimento científico com as necessidades reais da doente.
“Eu diria que a conversa médico-doente é o pilar de uma relação de confiança, que começa quando uma necessidade se encontra com o saber”, afirmou.
Para a oncologista, é através desta relação que se cria o contexto necessário para que a doente compreenda e aceite as diferentes estratégias terapêuticas indicadas para a sua doença.
“Salvar vidas começa justamente na comunicação”, sublinhou, acrescentando que é esta base de confiança que permite ao doente aceitar “as diversas estratégias de tratamento que estão indicadas à sua doença”.
Transparência, humildade e escuta ativa
Durante a sua intervenção, Gabriela Sousa defendeu que a relação entre médico e doente deve assentar em três princípios fundamentais: transparência, humildade e escuta ativa.
A especialista recordou que nem sempre aquilo que o médico considera ser a necessidade da doente corresponde ao que a própria doente sente ou valoriza.
“Por vezes, aquilo que o médico considera que o doente precisa não é o que o doente efetivamente precisa e, por isso, é crucial ouvir a doente”, afirmou.
Ouvir para construir uma estratégia de comunicação eficaz
De acordo com Gabriela Sousa, apenas através da escuta ativa é possível compreender verdadeiramente as necessidades da doente e desenvolver uma estratégia de comunicação adequada.
A oncologista concluiu que esta abordagem permite construir uma relação mais sólida e eficaz, capaz de aproximar a doente do conhecimento científico e das opções terapêuticas disponíveis.
Só através dessa escuta é possível construir “uma boa estratégia comunicacional que permita trazer o doente para o lado da ciência”.
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