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Cancro da Mama: 5 Coisas Importantes a Saber

2025-12-30

Cancro da Mama: 5 Coisas Importantes a Saber

O que mudou no diagnóstico, tratamento e prognóstico do cancro da mama — e porque a informação atualizada faz a diferença.

Apesar dos grandes avanços no rastreio e no tratamento, o cancro da mama continua a ser o cancro mais frequentemente diagnosticado em mulheres em todo o mundo e a segunda principal causa de morte por cancro entre as mulheres nos Estados Unidos. Em 2025, estima-se que surjam mais de 315.000 novos casos de cancro da mama invasivo e cerca de 56.000 casos de carcinoma ductal in situ apenas nos EUA.

Os progressos na caracterização genómica, nas terapias dirigidas e na estratificação de risco permitem hoje identificar com maior precisão o subtipo tumoral, selecionar tratamentos mais adequados e definir melhor o risco de recorrência, oferecendo a possibilidade de melhores resultados para muitas doentes. Estar atualizado sobre estes desenvolvimentos é essencial para uma abordagem verdadeiramente personalizada e para a otimização dos cuidados.

Aqui estão cinco pontos fundamentais sobre o cancro da mama.

1. O cancro da mama inclui múltiplos subtipos histológicos e moleculares

O cancro da mama não é uma única doença. Engloba um conjunto amplo de subtipos que diferem na aparência histológica, no perfil molecular e no comportamento clínico. Uma classificação correta é essencial para identificar as doentes que podem beneficiar de terapias dirigidas.

Cancros da mama não invasivos estão confinados aos ductos ou lóbulos e não invadiram o tecido mamário adjacente. Incluem:

  • Carcinoma ductal in situ (CDIS): células anormais limitadas ao revestimento dos ductos mamários. É considerado um precursor não obrigatório do cancro invasivo e é frequentemente detetado por mamografia.
  • Carcinoma lobular in situ (CLIS): células anormais nos lóbulos sem invasão do tecido circundante. Raramente evolui para cancro invasivo, mas aumenta o risco de cancro da mama em ambas as mamas.

Cancros da mama invasivos ultrapassam os ductos ou lóbulos e podem metastizar para gânglios linfáticos ou órgãos distantes. Incluem:

  • Carcinoma ductal invasivo: o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos invasivos. Tem origem nos ductos e invade o tecido adjacente.
  • Carcinoma lobular invasivo: origina-se nos lóbulos e cresce de forma difusa, em “fila indiana”, o que dificulta a deteção por imagem e exame físico. Representa cerca de 15% dos novos casos invasivos.
  • Cancro da mama inflamatório: subtipo raro e agressivo, no qual células cancerígenas bloqueiam vasos linfáticos da pele, causando vermelhidão, edema e aumento de temperatura da mama. Geralmente não forma um nódulo definido e apresenta-se em estádio III ou IV.
  • Doença de Paget do mamilo: cancro raro que envolve a pele do mamilo e da aréola, frequentemente associado a CDIS ou cancro invasivo subjacente.
  • Tumores filoides: neoplasias fibroepiteliais raras originadas no estroma mamário. Podem ser benignos, borderline ou malignos.

Outros subtipos raros incluem:

  • Carcinoma medular, frequentemente associado a mutações BRCA1.
  • Carcinoma mucinoso (colóide), com prognóstico geralmente mais favorável.
  • Carcinoma tubular, de baixo grau e crescimento lento.
  • Carcinoma metaplásico, heterogéneo e agressivo.
  • Carcinomas papilares e micropapilares, com padrões histológicos distintos e comportamento variável.

2. A incidência está a aumentar, mas a mortalidade está a diminuir

A incidência do cancro da mama tem aumentado gradualmente nos Estados Unidos desde meados da década de 2000, com um crescimento médio anual de cerca de 1% entre 2012 e 2021. O aumento é particularmente evidente em mulheres com menos de 50 anos. Fatores como excesso de peso, maternidade tardia e menor número de filhos podem contribuir para esta tendência.

Apesar disso, a mortalidade por cancro da mama diminuiu de forma consistente desde 1989, com uma redução global de 44% até 2022, sobretudo devido ao diagnóstico mais precoce e aos avanços terapêuticos.

3. Novas terapias estão a transformar o tratamento

O tratamento do cancro da mama continua a evoluir rapidamente, impulsionado por diagnósticos moleculares e terapias dirigidas.

  • Imunoterapia: o pembrolizumab está aprovado para cancro da mama triplo negativo (TNBC) de alto risco em estádio inicial e na doença metastática selecionada.
  • Terapias dirigidas: incluem terapias endócrinas e fármacos anti-HER2, fundamentais no tratamento de tumores HR-positivos e HER2-positivos.
  • Conjugados anticorpo-fármaco (ADC): como sacituzumab govitecan, trastuzumab deruxtecan e datopotamab deruxtecan, que permitem maior eficácia com menor toxicidade sistémica.
  • Inteligência artificial: em desenvolvimento para melhorar a interpretação de exames de imagem e apoiar decisões clínicas.

Abordagens emergentes incluem vacinas contra o cancro, anticorpos biespecíficos, novos moduladores hormonais, PROTACs e regimes terapêuticos combinados.

4. O perfil genómico ajuda a personalizar o tratamento e prever o risco de recorrência

Testes genómicos são amplamente utilizados no cancro da mama inicial HR-positivo e HER2-negativo para orientar decisões terapêuticas:

  • Oncotype DX
  • MammaPrint
  • Prosigna (PAM50)
  • EndoPredict
  • Breast Cancer Index (BCI)

Estes testes ajudam a estimar o risco de recorrência e a decidir sobre quimioterapia e duração da terapêutica endócrina.

5. Persistem desigualdades raciais e étnicas nos resultados

Apesar dos progressos, continuam a existir disparidades significativas:

  • Mulheres negras apresentam a maior taxa de mortalidade por cancro da mama.
  • Mulheres indígenas americanas e nativas do Alasca não registaram reduções semelhantes na mortalidade.
  • Mulheres judias Ashkenazi têm maior prevalência de mutações BRCA1/2 e maior risco de cancro da mama.

Estas diferenças reforçam a necessidade de investigação contínua, avaliação de risco individualizada e acesso equitativo a rastreio e tratamento de qualidade para todas as mulheres.

Fonte: https://www.medscape.com/viewarticle/breast-cancer-carcinoma-new-treatment-diagnosis-oncology-2025a1000msr

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