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Mama densa: legislação nos EUA aumenta pouco o recurso a exames complementares

2026-10-19

Mama densa: legislação nos EUA aumenta pouco o recurso a exames complementares

Um estudo com mais de 12 milhões de mulheres nos EUA conclui que as leis de notificação da mama densa e de cobertura pelos seguros aumentam pouco o recurso à ecografia e à ressonância magnética após a mamografia.

Nos Estados Unidos, a notificação da presença de mama densa após uma mamografia e a existência de legislação que prevê cobertura para exames complementares não estão, por si só, a traduzir-se num aumento significativo da realização destes exames.

Um estudo publicado no JAMA Network Open, que analisou dados de mais de 12 milhões de mulheres nos Estados Unidos ao longo de dez anos, concluiu que a utilização de ecografia e ressonância magnética (RM) após a mamografia continua reduzida.

O que significa ter mama densa?

Quase metade das mulheres com 40 ou mais anos apresenta mama densa. Esta característica não pode ser identificada através do exame clínico, sendo determinada pelo radiologista.

Nos Estados Unidos, as recomendações relativas aos exames adicionais nestas situações variam entre organizações. Existem também diferenças entre estados quanto à legislação sobre a notificação da mama densa e à cobertura dos exames complementares pelos seguros.

Exames complementares continuam pouco utilizados

Os investigadores analisaram mulheres entre os 40 e os 64 anos que realizaram mamografia de rotina, procurando perceber quantas fizeram uma ecografia ou RM nos seis meses seguintes.

Globalmente, apenas 9% realizaram ecografia e 0,6% fizeram uma RM.

Nos estados que introduziram legislação obrigando à notificação da mama densa durante o período analisado, verificou-se um aumento de quase três pontos percentuais na utilização da ecografia nos 15 meses seguintes à alteração legislativa.

As leis de notificação estiveram associadas a um aumento ligeiro da utilização tanto da ecografia como da RM. Já nos estados onde os seguros eram obrigados a cobrir a ecografia, a probabilidade de realização deste exame foi 88% superior. Não foi encontrada uma associação semelhante relativamente à cobertura da RM.

Importa salientar uma limitação do estudo: os investigadores não dispunham de informação sobre a densidade mamária de cada mulher, pelo que não foi possível comparar diretamente mulheres com e sem mama densa.

A informação é apenas o primeiro passo

Os investigadores sublinham que a legislação pode facilitar o acesso e aumentar a informação disponível, mas não garante que os exames complementares sejam efetivamente realizados.

É, por isso, destacada a importância das conversas entre profissionais de saúde e mulheres sobre o significado da mama densa e sobre a existência de exames adicionais.

A ecografia e a RM também não são as únicas possibilidades mencionadas no estudo. A mamografia tridimensional (3D) é apresentada como outra tecnologia disponível, com capacidade para mostrar massas em tecido mamário denso.

Os resultados mostram, assim, que a notificação da mama densa abre caminho para uma maior informação, mas o recurso efetivo a exames complementares permanece baixo, mesmo nos locais onde existem medidas legislativas destinadas a facilitar o seu acesso.

Fonte: https://www.medscape.com/viewarticle/breast-density-laws-fall-short-raising-additional-screening-2026a1000qae

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