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O cancro da mama é o mais comum no sexo feminino, no mundo ocidental. Em Portugal há cerca de 6.000 novos casos por ano.
Desde a década de noventa do século vinte que Outubro é o mês Internacional de Prevenção do Cancro da Mama. 
No dia 15 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Saúde da Mama. A 19 de Outubro, o Dia Mundial do Cancro da Mama, e a 30 de Outubro será o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama.
Durante este mês de Outubro vamos falar de ideias erradas ou falsos mitos, que ainda muita gente tem e que precisam de ser clarificados e esclarecidos.
 
Falso Mito: Toda a gente com cancro da mama tem de fazer quimioterapia. 
A inclusão de quimioterapia injetável, que pode provocar a queda do cabelo, no âmbito do tratamento do cancro da mama, nem sempre é necessário. Esta decisão depende do tipo de cancro, do tamanho do mesmo, se o tumor já saiu da mama e do biótipo de cada paciente.
 
Falso Mito: O cancro da mama só atinge as mulheres.
Embora só 1% dos casos de cancro da mama seja detetado em homens, este pode afetar ambos os sexos. A idade, altos níveis de estrogénio, exposição a radiações, consumo de álcool, história familiar de cancro da mama ou mutações genéticas, principalmente do tipo BRCA, aumentam a probabilidade dos homens desenvolverem cancro da mama.
 
Falso Mito: Uma boa dieta pode prevenir e tratar o cancro da mama.
Uma alimentação saudável, à base de frutas e vegetais, e pobre em sal, gorduras pouco saudáveis e açúcar aumenta a imunidade e contribui para trazer saúde.
Mas não há “dietas mágicas” dado que o aparecimento do cancro é independente da nossa vontade e, como tal, não controlável por nós.
 
Falso Mito: Se ninguém na minha família tem ou teve cancro da mama eu também não vou ter.
Só em 10% dos casos o cancro tem características de mutação genética hereditária. No entanto, cerca de duas em cada dez pessoas diagnosticadas com cancro da mama têm história familiar da doença.
 
Falso Mito: Se tem cancro da mama vai ter de fazer uma mastectomia e perder a/as mama/as.
Grande percentagem de cancros da mama, quando detetados precocemente, podem ser tratados por cirurgia conservadora, sem necessidade de fazer mastectomia, seguida de radioterapia e/ou quimioterapia e/ou hormonoterapia. Quando há necessidade de fazer mastectomia, pelas características do tumor, sempre que possível faz-se reconstrução imediata.
 
Falso Mito: O cancro da mama é uma sentença de morte. 
Actualmente 70% dos cancros da mama são detetados numa fase inicial, sendo relativamente simples de tratar, o que permite que se ultrapasse a doença. No entanto, em 30% dos casos o cancro pode voltar e aí não há cura nem tratamento totalmente eficaz. Ainda assim, as pessoas com cancros mais agressivos podem ter uma taxa de sobrevivência superior a cinco anos.
 
Falso Mito: Só os nódulos dolorosos são cancerígenos.
Qualquer nódulo ou lesão que se mantenha mais de duas semanas deve ser avaliado por um médico. Os tumores malignos podem, com alguma frequência, não dar sintomas dolorosos e crescer sem se dar conta.
 
Falso Mito: Os cancros da mama são todos iguais.
Há mais de uma dúzia de tipos de cancro da mama e algumas dezenas de subtipos. Os mais comuns são os carcinomas que começam nos canais de drenagem de leite ou nas glândulas de produção de leite. Mas há ainda tipos de cancro da mama que podem desenvolver-se nas células de músculo, gordura e em tecidos de ligação.